Crítica
O Poder Legislativo no Brasil
Como vimos anteriormente, no processo da criação das leis há uma grande participação do Poder Executivo, que pode vetar em muitos casos projetos de leis que passaram por todo o processo burocrático de aprovações e mudanças. Isso deixa o Poder Legislativo enfraquecido, já que no próprio campo dele, que é a criação das leis, ele tem que esperar a aprovação de superiores, do Poder Executivo.
Outrossim, o grande número de partidos políticos e bancadas deixa o Poder Legislativo mais debilitado, já que muitos destes discordam entre si ideologicamente, deixando o processo de criação de leis mais lento.
Ademais, muitos destes partidos não seguem uma ideologia própria. Embora os nomes dos partidos mostrem certos valores, na prática eles não defendem o que dizem apoiar. Como falou o deputado Ricardo Izar (PSDB) - conhecido pelas suas leis para proteger os animais de experimentos e principal defensor do projeto de lei Fabiane, que falaremos mais tarde-, com o qual tivemos o prazer de ter uma entrevista, os políticos entram em partidos com o objetivo de ganhar apoio para ser eleito, e não para defender os valores do partido escolhido. Deste jeito, o Poder Legislativo não pensa no bem-estar público, e sim em seus próprios interesses pessoais.
Entre 2000 e 2010, no Brasil foram criadas 75.517 leis. Isso seriam 6.865 leis por ano, ou 18 leis por dia desde 2000. O problema disso é que estas leis, em vez de contribuir ao país, estas somente agravam os problemas do Poder Legislativo. Estas acabam ocupando mais o tempo dos tribunais, e muitas destas viram letra morta ou são de uma importância mínima, como a criação do Dia da Joia Folheada ou a Semana do Bebê.
Todos estes fatores juntos contribuem para o enfraquecimento do Poder Legislativo, e o consequente crescimento do Poder Executivo. Não há equilíbrio entre os Três Poderes, como deveria ser. Segundo o filósofo e político francês Montesquieu, que os poderes deviam viver em harmonia, e não lutar entre si.
Desrepresentação dos Partidos Políticos
No momento em que você vota em um deputado, você não vota especificamente nele, mas sim em seu partido. O partido que tiver maior número de votos poderá levar mais deputados para a Câmara. Esse fato não deveria incomodar as pessoas, já que um partido, teoricamente, tem uma ideologia em comum, portanto, se mais de uma pessoa do partido, o qual a pessoa votou, vai para a Câmara, a pessoa estará sendo representada de qualquer maneira. Teoricamente.
Na prática, os partido não tem uma ideologia em comum, ou seja, no momento o qual se vota em um partido, é o mesmo que dar a entrada gratuita de outras pessoas no Congresso que não correspondem a forma de pensar do candidato no que a pessoa votou de verdade. Então, nossa população está sendo totalmente dêsrepresentada.
Os candidatos “eleitos” (levados junto com os votados), lembrando do fato de que não existe ideologia nos partidos, vão se unir a bancadas, grupos de pessoas que tem os mesmos interesses, conseguindo ter a mesma opinião sobre assuntos propostos. Quanto maior a bancada, maior o seu poder, já que quanto mais pessoas juntas com a mesma opinião, mais força de voto elas terão. Existem muitas pequenas bancadas, com interesses muito específicos tornando o processo legislativo muito mais demorado, já que há muitas controversas entre as bancadas. Assim como: em questão que se fala da legalização do aborto, a bancada feminista defenderá o caso, enquanto a bancada evangélica irá ir totalmente contra.